quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

PARÁ RECEBERÁ INVESTIMENTOS DE US$ 40 BILHÕES ATÉ 2014

Só o projeto Serra Sul (S11D) criará mais de 14 mil empregos, mas escassez de mão de obra treinada é obstáculo

O setor mineral no Pará vive um ótimo momento. A expectativa é de que até 2014 o Pará receba US$ 40 bilhões em investimentos no setor que, após a crise econômica mundial, está aumentando seus investimentos nos projetos já existentes e ampliando sua capacidade em novos projetos, como tem feito a Vale, com o projeto Serra Sul (S11D), que investirá US$ 11,2 bilhões nos próximos anos no Estado, gerando mais de 14 mil empregos. “Os elos que ligam a extração à transformação mineral também serão intensificados em 2014, porque além de receber uma nova refinaria de alumina, em Barcarena, o Pará adentrará de vez na siderurgia, por meio da produção de bobinas e placas de aço”, disse o presidente do Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral), Eugênio Victorasso.

O novo cenário do setor mineral no Pará é bastante positivo, segundo Victorasso. De acordo com ele, a verticalização da produção de ferro atrairá novos investimentos para o Estado, como empresas de material ferroviário, naval, tubos, móveis, botijões, eletrodomésticos da chamada “linha branca”, como geladeiras e fogões, entre outros segmentos. Com isso, além de alavancar a economia, aumentará a oferta de empregos e a geração de renda. A estimativa do setor produtivo é de que para cada emprego formal direto gerado na indústria extrativa, outros 13 postos de trabalho são gerados ao longo da cadeia produtiva.

O coordenador do Instituto Brasileiro de Mineração da Amazônia (Ibram) e também coordenador do Simineral, André Reis, destaca que o setor mineral responde por 8,5% do PIB dos Estados da Amazônia Legal. Porém, a estimativa é de que após a implantação de projetos da cadeia produtiva mineral, como a siderúrgica Alpa, a participação aumente para cerca de 20% do PIB. “O Pará de hoje tem o setor produtivo que mais investe e que menos degrada, que atua com responsabilidade sócio-ambiental e que vai trazer desdobramentos para a economia paraense, sobretudo a partir da consolidação da siderurgia no Estado”, disse André Reis.

A avaliação do coordenador do Ibram é também bastante positiva para os próximos dez anos. “Em dez anos, o Pará terá uma indústria extrativa ainda mais forte, dos pontos de vista, qualitativo e quantitativo, e com uma indústria de transformação mineral
consolidada, proporcionando condições de multiplicação do emprego e renda, através das novas indústrias que estão por vir”, disse Reis, acrescentando que a geração de emprego e renda no setor aumente em pelo menos 15% na próxima década.

Victorasso destaca, no entanto, que embora o cenário atual seja excelente e as expectativas para a próxima década, melhor ainda, é preciso que haja mais investimentos públicos na formação e qualificação profissional para atender a demanda que a indústria terá nesse período vindouro. “Alguns desafios ainda precisam ser vencidos, entre eles, superar a escassez de mão-de-obra qualificada, pois a carência de trabalhadores qualificados na cadeia produtiva mineral ainda é um dos principais obstáculos enfrentados pelo setor”, alertou o presidente do Simineral, destacando que o número de geólogos e engenheiros formados a cada ano é insuficiente para suprir a demanda local do setor.


Projetos (excluída a Vale)

Metal /
Minério

Município

Teck Cominco

Níquel

Parauapebas e Curionópolis

Gm4 Grupo Oportunity

Ferro

Parauapebas

Companhia Nacional de Mineração

Ouro

Cachoeira do Piriá

Iamgold

Ouro

Cumaru do Norte e Santana

Vertical

Ferro

Curionópolis

Xstrata

Cobre

Parauapebas

Xstrata

Níquel

Xinguara

Aura Gold

Ouro

Santa Maria Cumaru

Mineração Caraíba

Cobre

Tucumã

Codelco

Cobre

São Felix do Xingu

Codelco

Ferro

Bannach

Votorantim Metais

Níquel

Xinguara

Estrela

Ferro

São Fenix do Xingu

Brazauro, Eldorado

Ouro

Itaituba

Verena

Ouro

Altamira e Senador José Porfírio

Serabi / Eldorado

Ouro

Rurópolis

Rio Tinto

Bauxita

Monte Alegre e Alenquer

Companhia Brasileira de Alumínio (CBA)

Bauxita

Paragominas, Ulianópolis, Dom Eliseu, Rondon e Goainésia do Pará


Fonte: Fiepa - Programa Fornecedores do Pará
Minérios e Minerales

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